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[with] the new popularisation of the word network, it now means transport without deformation, an instantaneous, unmediated access to every piece of information. That is exactly the opposite of what we meant. What I would like to call ‘double click information’ has killed the last bit of the critical cutting edge of the notion of network. I don’t think we should use it anymore at least not to mean the type of transformations and translations we now want to explore. (Latour 1999: 15–16)

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Sociedade em rede

p<>. Muitas destas propriedades básicas das redes de computadores foram aperfeiçoadas em metáforas para pensar as operações cotidianas e a base subjacente da sociedade capitalista contemporânea. O principal pensador aqui é Manuel Castells, autor de _The Rise of the Network Society_ (1996), que é o primeiro volume da sua enorme trilogia _The Information Age_ (Castells 1996, 1997, 2000a). No capítulo final de _The Rise of the Network Society_ e em um artigo entitulado 'Materials for an exploratory theory of the network society' (2000b), Castells esboça em detalhe como o conceito de rede pode ser útil para análise das mudanças sociais e culturais contemporâneas. Castells inicia definindo redes como estruturas emergentes feitas a partir de um número de nós interconectados, cujo caráter ou topologia pode ser muito diferente dependendo do tipo de sistemas dos quais for parte (por exemplo, um mercado de ações ou as redes políticas da União Européia; veja Castells 1996: 501). O movimento importante, para Castells, é o de considerar redes como estruturas sociais. Ele declara que 'redes são estruturas abertas, capazes de se expandir ilimitadamente, integrando novos nós sempre que eles forem capazes de se comunicar no interior da rede, ou seja, desde que eles compartilhem os códigos de comunicação. Uma estrutura social baseada em redes é um sistema altamente dinâmico e aberto suscetível a inovações sem ameaçar o seu equilíbrio (Castells 1996: 501-2). A rede, então, é uma forma estrutural, mas uma que é bem diferente dos tipos de estruturas sociais comuns às sociedades industriais do século XIX e do início do século XX. Enquanto as próprias redes não são nada essencialmente novo, Castells observa que elas ganharam um nova vitalidade na era da informação, especialmente quando são 'fortalecidas pelas novas tecnologias da informação' (2000b: 15). Estas tecnologias transformam as redes permitindo 'uma combinação sem precedentes de flexibilidade e implementação de tarefas, de tomada de decisões coordenadas, e de execução descentralizada, as quais fornecem uma morfologia superior para todas as ações humanas' (Castells 2000b: 15). Esta é uma afirmação importante, porque mostra que Castells está menos preocupado com as tecnalidades internas das redes do que em desenvolver a idéia de rede como uma metáfora que captura a base tecnológica e transiente das relações sociais contemporâneas. Uma consequência disto é que, apesar de Castells sugerir que as redes podem assumir múltiplas topologias, na prática ele tende a usar o conceito de rede para simbolizar uma sociedade que é cada vez mais decentralizada, flexível e individualizada. Isto significa, por sua vez, que a idéia de redes operando através de processos hierárquicos de controle, como descrito na literatura técnica de redes, é abandonada em favor de um conceito de redes como um si
stema 'aberto' e 'dinâmico'. (Falaremos disso em detalhe mais adiante.)

p<>. Este movimento subsequentemente irá sublinhar a concepção de Castells da 'sociedade em rede': uma forma social que é caracterizada por uma transformação do tempo e espaço vividos, e pela emergência de novos 'tempo intemporal' e l'espaços de fluxos'. Tempo intemporal é um tempo acelerado que é exclusivo da era das novas mídias. É um tempo computadorizado criado por máquinas que operam e se comunicam entre si a velocidades muito além da capacidade de percepção de seus usuários. Em termos mais gerais, o tempo intemporal faz referência a um regime de comunicação instantânea e de troca de informação no qual existe pouco tempo para reflexão e talvez crítica (como sugerido por Scott Lash, veja a seção final do Capítulo 3). McLuhan antecipou esta situação em meados dos anos 60, ao enxergar que as tecnologias elétricas introduziram uma cultura da imediatez na qual 'ação e reação ocorrem quase ao mesmo tempo' (1964: 4). Castells acrescenta, no entanto, que este mundo do tempo intemporal é acompanhado pela emergência de um espaço de fluxos no qual 'as localidades tornam-se desencorporadas de seus significados culturais, históricos e geográficos, e são reintegradas em redes funcionais, ou em colagens de imagens' (1996: 406). Este espaço de fluxos é feito de nós e hubs importantes, cada um dos quais possui uma funcionalidade claramente definida e está conectado através de complexo s conjuntos de relações. Castells fornece o seguinte exemplo: 'Alguns lugares são permutadores, hubs de comunicação que atuam no papel de coordenação para a interação sem dificuldades de todos os elementos de uma rede. Outros lugares são nós de uma rede; isto é, o local de funções estrategicamente importantes que constroem uma série de atividades e organizações localizadas em torno de uma função chave de uma rede' (1996: 443). Neste ponto, a rede, para Castells, não é mais uma simples metáfora para um novo arranjo social, mas ao contrário, é uma forma espacial distinta que é definida pelas conexões que estabelece entre diferentes nós físicos ou lugares. A idéia técnica de uma rede como arquitetura de sistemas, como foi esboçada na seção inicial deste capítulo, é aqui deslocada para uma preocupação geográfica pelo espaço social.

p<>. A dificuldade que isto apresenta é se a rede é, para Castells, um conceito ou uma ferramenta para análise ou se é de fato a descrição de novas formas sociais e culturais, ou talvez ambas. Esta relação complexa entre trabalho conceitual e descrição empírica é algo ao qual retornaremos na conclusão deste capítulo, mas por enquanto vale a pena notar que isto talvez seja um deslize entre a visão ideal de Castells da rede como uma forma aberta e descentralizada e como a sociedade em rede opera na realidade. Em alguns aspectos, a ênfase de Castells na fisicalidade das redes não está distante das definições técnicas de redes discustidas na abertura deste capítulo, não apenas porque ela gesticula na direção da importância dos protocolos para o funcionamento suave ou mesmo para a governança das redes. Na passagem de texto citada no início desta seção, Castells observa que as redes são sistemas abertos desde que elas 'sejam capazes de se comunicar no interior da rede, ou seja, desde que elas compartilhem os códigos de comunicação' (1996: 501-2). Isto só é possível se houver um consenso sobre um padrão comum ou protocolo que permita este compartilhamento. Sugestivamente, Castells indica que estes protocolos, e os pontos de interface entre diferente redes, são hoje lugares estratégicos de controle e poder. Ele declara que '_switches_ [?alternadores] conectando as redes … são os instrumentos privilegiados do poder. Assim, os _switchers_ são aqueles de detem o poder. Como as redes são múltiplas, os códigos interoperadores e _switches_ entre redes tornam-se as fontes fundamentais na moldar, orientar e desorientar as sociedades (Castells 1996: 502). Mais do que isso, no interior de uma rede, por um lado existem locais de privilégio e, de outro, locais de marginalidade. Isto porque, mesmo quando Castells argumenta que as redes não possuem centro, alguns nós em seu interior são mais importantes do que outros, dependendo das funções às quais servem.

p<>. Castells declara, no entanto, que esta deformação das redes é, em si mesma, dinâmica: 'nenhuma dominação nodal é sistêmica. Os nós ampliam sua importância absorvendo mais informações e processando-as de maneira mais eficiente. Se eles diminuirem sua performance, os outros nós assumem suas tarefas' (2000b: 15-16). Esta ênfase na ausência de uma dominação sistemática, sublinhada por uma visão das redes como estruturas internamente competitivas por natureza é, talvez, surpreendente. Na prática, alguns graus de privilégios sistêmicos fazem partem da maior parte das redes, seja por privilegiar certos pontos de acesso a redes de dados ou de comunicação, ou como resultado de forças históricas ou políticas que levaram certas cidades a serem mais influentes do que outras nas redes globais financeiras. (Para uma discussão de cidades e globalização, veja o capítulo de abertura de Savage _et al_, 2005). Castells não analisam estas forças estruturais diretamente, mas questiona as conexões entre redes, autoridade política e agenciamento humano. Ele indaga, por exemplo, 'quem programa a rede?' e 'quem decides as regras que o automato segue?' (Castells 2000b: 16). Sua resposta em primeira instância é 'atores sociais'. Mas, na prática, as coisas são mais complexas do que isto, já que acrescenta que 'existe uma luta social para atribuir objetivos à rede. Mas uma vez que a rede é programada, ela impõe sua lógica a todos os participantes (atores). Os atores terão que jogar suas estratégias dentro das regras da rede' (Castells 2000b: 16). A partir disto, as redes talvez não sejam tão abertas, flexíveis e dinâmicas quanto Castells sugere inicialmente.

p<>. Castells aplica esta teoria das redes, por sua vez, a uma descrição e análise do capitalismo contemporâneo. Seu ponto de partida é a idéia que a sociedade em rede é fundamentalmente uma sociedade capitalista (veja Castells 1996: 502). Ele observa: 'as empresas e, cada vez mais, as organizações e instituições são estruturadas em redes de geometria variável cujo entrelaçamento se sobrepõe às distinções tradicionais entre corporações e pequenos negócios, se infiltra por entre setores, e se espalha por diferentes _clusters_ geográficos de unidades econômicas (Castells 1996). Talvez o mais importante seja que os mercados são hoje redes projetadas para permitir os fluxos de capital, informação, signos e _commodities_ pelo globo com a menor fricção possível. Assim, Castells teoriza o capitalismo não como uma forma estrutural única mas como uma rede de redes complexa e dinâmica — aquilo que Arjun Appadurai (1996) chamou de um '_scape_' [??]. Um aspecto fundamental deste argumento é que as redes compartilham a mesma lógica da performatividade que está atrelada ao coração do sistema capitalista. As redes são conduites para os fluxos e trocas do capital e, por causa disso, são projetadas para maximizar a eficiência e a lucrabilidade [??] do sistema da qual fazem parte. Castells observa que 'as redes convergem para uma meta-rede de capital que integra interesses capitalistas em nível global e por entre setores e domínios de atividade: não sem conflitos, mas de acordo com as mesma lógica _over-arching_ [??]' (Castells 1996: 506). As redes, para Castells, são parte e parcela da infraestrutura básica das sociedades e culturas capitalistas contemporâneas. Isto porque, mesmo tornando novas formas de capitalismo acelerado possível, ela são ao mesmo tempo direcionadas por princípios básicos de troca e acumulação econômicas a partir das quais estas formas estão baseadas.

Castells ilustra este argumento chamando a atenção par a individualização das relações sociais no interior daquilo que ele denomina de 'sociedade em rede'. Em The Internet Galaxy — cujo primeiro capítulo é entitulado 'A Rede é a Mensagem' —, ele argumenta que a sociedade em rede está baseada em um movimento [??] para além das comunidades, ou estruturas sociais _closeknit_ [?] baseadas em valores compartilhados e interesse genuíno nos outros1, em direção a redes _'mecentered'_2, que são formas sociais individualizadas nas quais as pessoas se posicionam de maneira a maximizar o ganho pessoal. Castells explica: 'Comunidades … estão baseadas no compartilhamento de valores e na organização social. Redes são construídas pelas escolhas e estratégias dos atores sociais, sejam eles indivíduos, famílias, ou grupos sociais'3. Isto sugere que é a lógica dirigida a performances, algo comum tanto a redes técnicas quanto a redes de negócios que dão forma hoje à estrutura básica das relações sociais cotidians entre seres humanos. Para Castells, uma característica crucial deste desenvolvimento é que os indivíduos cadas vez mais coloca outras pessoas em suas redes sociais pelo seu potencial de uso em vez de por causa do seu valor intrínseco. Castells chama isto 'uma novo padrão de sociabilidade baseada no individualismo'4, e argumenta que as redes de comunicação computadorizada possuem um papel importante na sua emergência. Ele reflete [?]: 'não é a Internet qaue cria o padrão de individualismo conectado, mas o desenvolvimento da Internet fornece o suporte material apropriado para a difusão de individualismo conectado como uma forma dominante de sociabilidade'5. O argumento de Castells é que as novas mídias, apesar de não terem provocado o surgimento do individualismo conectado, forneceram a infraestrutura técnica para se desenvolver, ser sustentável e talvez mesmo intensificada no tempo.

Notas

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