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Móveis têm política?
Sem duvida o setor moveleiro esta conectado a politica atual brasileira. Na entrevista concedida pelo empresário Michael klein, presidente das Casas Bahia à revista Veja é possivel entender como os desejos, as demandas e os produtos mudaram de uns tempos pra cá. A classe C brasileira tem um maior poder de compra, devido entre outros fatores, ao crediário, esta, temém mais informada do que nunca. O cliente da classe C atual conhece as melhores marcas, entende o custo-beneficio de cada produto e exige qualidade pelo o que esta pagando.
Os produtos de desejo também mudaram. Na década de 50 o produto mais almejado era o colchão de molas. Hoje o produto mais vendido nas casas Bahia é o aparelho celular. Um dos fatores é que hoje é possivel comprar um celular com plano pré-pago, ou seja o cliente só vai fazer ligações quando tiver dinheiro, colocando créditos aleatoriamente, não precisando ter um telefone fixo, com conta fixa. O plano pré-pago facilitou a comunicação da classe C. Outro fator é o fato de não haver rede na periferia ou nas áreas rurais.
A classe C aumenta a cada ano, tendo mais clientes em redes como a Casas Bahia, aumentando também a concorrencia nesta setor, que se tornou altamente lucrativo.
Saindo um pouco da classe C e focalizando as classes A e B, também a possivel notar como a politica no país influencia os móveis utilizados nas suas residencias.
Com a economia mundial inconstante, e a crise nos EUA, o dólar vem caindo cada vez mais, diminiundo o valor de móveis importados. Hoje é mais viável comprar um móvel de assinatura do que a 5 anos atrás. A polítca mundial influencia diretamente o preço de todos os produtos consumidos, os móveis utilizados e os objetos de consumo.
Tudo hoje em dia é politizado, porque os móveis haveriam de escapar de tal destino!?
Como demonstra a reportagem com Michael Klein, que o interesse em fazer comércio de artefatos para a classe C, faz parte de uma política de concorrência e também de uma política de preços.A classe C foi uma classe que mudou muito em anos, antigamente não interessava a qualidade ou a marca do produto, somente seu preço, hoje a classe C tem exigido mais valores estéticos, móveis mais ergonômicos, uma qualidade superior, e itens que antes faziam parte da elite somente.Assim como os novos conjuntos habitacionais, hoje em dia, os condomínios para classe C possuem itens de prédios luxuosos, como piscina e academia, porém a um preço acessível.O mesmo ocorre com o mercado mobiliário, e até com jóias, o design é uma ferramenta de diferenciação do produto como vemos em matéria no Portal das Jóias, as joias pedem uma preocupação extra com a ergonomia, a segurança do uso, os materiais alternativos também podem agregar valor competitivo ao produto.Ou ainda como se refere o Jornal do Comércio, ganha a concorrência aquele que tiver o menor preço, o que se resume a política de preços.
Atualmente, para uns, política é a ciência do Estado, para outros, é a ciência do poder.E ela, a ciência do poder, requer muito conhecimento a respeito do que pretende apoderar-se!
No caso da indústria moveleira, como é citado na entrevistra com Michael Klein, é uma questão de estudo de caso.Ele comenta as preferências da classe C em mobiliário, que por sinal é a mesma de décadas atrás.A política do móvel, implica em você conhecer o gosto da sua clientela, ou seja, o design que ela quer.
Michael Klein comenta que o móvel invernizado ainda é o "top" da classe C, acoplado com um espelho ele se torna mais "potente".Podemos assim definir a política de móveis para a classe C.Você oferece o que a classe prefere e assim tem o poder sobre ela.
Ao tratar-se da palavra politica, é possivel encontrar varias interpretações, tais como procedimentos relacionados a vida urbana,comportamento dos homens,conquista de poder e diversos outros significados.
Mesclando os três exemplos citados anteriormente, é possível analisar que os móveis sofreram e ainda sofrem um "processo politico". Isso em virtude do que as pessoas estão buscando o melhor para suas vidas,ou seja estão cada vez mais exigentes com tudo o que as cerca, e certamente os móveis também estão envolvidos nesse processo de exigencia.Por isso, os móveis tem politica sim,por serem objetos de conquista.
Analisando a entrevista concedida por Michael Klein, atual presidente das Casas Bahia, a revista Veja, é possível perceber com clareza que há política, e uma política avassaladora quando se fala sobre o comércio de móveis no Brasil. Pois, apesar de estar mudando para atender os novos desejos de uma classe que em pouco tempo tornou-se instruida e exigente o objetivo dos comerciantes continua o mesmo: lucro a qualquer custo.
A política em questão é: conseguir vender mais, fazendo o cliente acreditar que escolheu a melhor forma de adquirir seu "sonho de consumo." Isso é evidente quando Klein fala sobre as taxas de juros exercidas em suas lojas, para ele são juros baixos portanto, devem ser aplicados, no entanto esses valores são os maiores do mercado, um produto vendido no creditário, muitas vezes, dobra de preço.
É importante estar atento para até que ponto os comerciantes querem o "bem-estar" de seus clientes.
A entrevista com o empresário Michael Klein, mostra o verdadeiro rosto da classe C, que está diretamente ligado ao consumismo . O comércio investe cada vez mais nesse nicho que se tornou muito visado por ele. Os empresários tem de estar em constante preocupação , porque está classe se tornou exigente, conhecedora do que é bom, do que tem qualidade. Antigamente as pessoas iam mais pelo preço e não pelo que o produto tinha de bom a oferecer. A mudança da visão do consumidor, aguça os olhos deles, ampliam a sua imaginação alterando sua percepção. Por isso os empresários tem de estar atentos, inovando e sendo mais sensíveis para captar tudo isso para que ele não venha a ser esmagado pela corrência.
“Não consigo me segurar: tenho que comentar a entrevista antes de responder a pergunta!”
Antes de tudo a própria matéria se tornou uma ferramenta de manipulação política. Ela faz apologia ao governo FHC e ao plano Real, enquanto efetiva a empresa dos Klein e a supremacia de algumas marcas que são vendidas na rede de lojas da família.
O filhinho do “maldito” polonês Samuel Klein lança a idéia de que o consumidor desenvolveu seu lado critico responsável por uma seleção entre produtos cretinos e de qualidade superior. Isso lembra um pouco os próprios comerciais da rede que valorizam o cliente na tentativa de garantir o público alvo. Deve-se lembrar que as mesmas marcas tidas como sinônimos de qualidade hoje em dia, eram consideradas portadoras de baixa qualidade no passado.
O consumidor não elevou sua posição no mercado. Dizer que hoje os critérios de seleção são outros, de mais altos níveis não derruba a teoria de que o consumidor é influenciado conforme a manobra da mídia e da elite. O mundo dinâmico e a “globocolonização” impiedosa influenciam a evolução dos critérios de seleção que se tornam inevitáveis. Eles seguem o desenvolvimento tecnológico.
Como a Jusméri diz: “não importa o que vc crie. Sempre haverá alguém disposto a comprar lixo”. Um exemplo disso é aquela mão ridícula de plástico que vendem no shopping Estação. As pessoas fazem fila pra comprar aquela porcaria kitsch que não serve para nada! E esse consumidor muitas vezes é o mesmo que compra nas Casa Bahia. Então onde está essa dita elevação de critérios de seleção de compra? Os caras compram LG porque são vitimas. A classe C compra celular TOP porque é vitima e almeja inconscientemente um status superior (como disse o próprio Michael).
Esse cara não é burro como parece. Ele é muito esperto! Ele se faz de burro como os apresentadores do tipo Ricardo Chab e Silvio Santos (que pra mim é um gangster) para introduzirem seu domínio.
Uma coisa é certa: devemos bater palmas para o judeu que conseguiu fugir dos nazistas e que conseguiu montar um império sobre outro povo.
Agora falando um pouco de móveis…
A própria sustentabilidade é uma ferramenta política que define o posicionamento mercadológico. Está na moda o ecologicamente correto. As pessoas pensam nisso porque está diretamente ligado a uma posição social e intelectual superior. O mesmo ocorre, a meu ver, com uma grande maioria de vegetarianos por exemplo…
Mais uma vez o povo paga o pato! Todo mundo fala sobre poupar água hoje em dia e é cada vez mais comum encontrarmos campanhas a favor disso, que conscientizam a população. Porém as indústrias sempre foram os maiores responsáveis pela redução de água potável. É legal isso né… Depois é só modelar o pensamento da população conforme as necessidades…
A criação de produtos é assim… Você pode foder algo e depois estimular a solução… Sempre há quem auxilie. As próprias revoluções são manobras de massa!
Eu nunca joguei lixo no chão… Porém estou pensando seriamente em começar a jogar. A cidade merece o lixo. A humanidade merece o lixo pq é lixo.
O mundo está cheio de discursos… E infelizmente muitos são para quem está de barriga cheia!
"Como a Jusméri diz: “não importa o que vc crie. Sempre haverá alguém disposto a comprar lixo”. Um exemplo disso é aquela mão ridícula de plástico que vendem no shopping Estação. As pessoas fazem fila pra comprar aquela porcaria kitsch que não serve para nada! E esse consumidor muitas vezes é o mesmo que compra nas Casa Bahia. Então onde está essa dita elevação de critérios de seleção de compra? Os caras compram LG porque são vitimas. A classe C compra celular TOP porque é vitima e almeja inconscientemente um status superior (como disse o próprio Michael)."
Guilha, tenho orgulho de vc !!!!!!!!
Parte da classe C vem aprendendo lições, relacionadas às suas necessidades, desde a década de 50.
Outra parte da classe C não aprende essas lições. É a parte que enxerga apenas a "beleza" dos móveis, apenas as "lingüiças" adicionadas à eles. É a parte "ponto fraco" da classe C, a parte fácil de enganar, onde a extrema política estrategista flui sem muitos problemas.
Acabei de escutar um cara dizendo uma frase aqui onde estou, no laboratório de computação gráfica:
"O designer ruim é aquele que cria desejos ao consumidor, já o designer bom é aquele que supri as necessidades do consumidor".
Realmente o poder de compra da classe C aumentou muito nos últimos anos, e os integrantes desse classe sofrem de um mal que que antes só era sentido pelas classes A e B: "O Desejo de Status". Esse desejo faz com que as pessoas consumam burramente, pagando juros absurdos e prestações intermináveis! Em uma oportunidade a professora Adriana levou minha turma para conhecer uma fábrica que tinha entre seus clientes as casas Bahia, essa fábrica produzia chapas de alta qualidade 12mm, mas para as Casas Bahia as chapas eram de 8mm!!! Ou seja; o cidadão ainda nem tinha terminado de pagar o móvel e ele provavelmente já estava destruído!!!
A entrevista com o empresário Michael Klein, percebe-se que os móveis tem política sim. Atualmente a classe c encontra-se mais instruída e bem informada. Com isso o preço não está sendo mais o fundamental para comprar um produto, mas sim a sua qualidade.
Ou seja, para os designers significa que, para desenvolver um produto é necessário atender as reais necessidades do consumidor.