TO Aula 9
14 de Abril de 2008
Artefatos
Os artefatos podem ser de três tipos:
- Primários
- Secundários
- Terciários
Fonte: Marinês Ribeiro dos Santos (2000), Design, produção e uso dos artefatos: uma abordagem a partir da atividade humana. Dissertação de Mestrado. Programa de Pós-Graduação em Tecnologia (PPGTE), Universidade Tecnológica Federal do Paraná.



Como integrar os artefatos aos projetos?
Os artefatos ou desenvolvimento de habilidades são classificados em primários,secundários e terciários,e invisivelmente eles já estão integrados aos projetos.
Por exemplo, na criação de um produto,é necessário o uso de uma ferramenta:como o lápis (artefato primario),a consequência gerada pelo lápis,transforma-se no desenho (artefato secundario) e o que o sujeito percebeu durante o conceito do produto é o chamado artefato terciário,pois ele teve que identificar as necessidades humanas.
O projeto não existe sem o auxilio dos artefatos pois esses são ferramentas indispensaveis.
Podemos integrar utilizando de vários recursos como as ferrametas necessárias, que acabam levando à habilidades e utilizar de todo o conhecimento para melhorar a percepção, para idealizar o produto levando em consideração vários fatores como, público alvo, materias, processos, questões culturais e sócio-econômicas.
Existem várias metodologias projetuais publicadas, isso não significa que o correto na hora de projetar é seguir uma delas. Porém elas podem facilitar a vida do projetista.
Não existe uma maneira sequencial e exata para integrar os artefatos em um projeto.
Alguns preferem iniciar tais projetos utilizando artefatos primários (desenhando livremente ou criando mock-ups), outros os iniciam pelo artefato terciário (conceito).
É claro que, cada caso é um caso, cada projeto é um projeto.
Bom, focando mais para projetos relacionados ao design:
Há design para concursos de produtos (cada qual com seu tema), design automobilístico, design moveleiro, redesign de produtos entre outros. Dependendo do tipo de projeto será melhor utilizar tal artefato inicialmente. Lembrando que não existe sequencia correta em utilizar os artefatos.
De acordo com Wartofsky a diferenciação entre os seres humanos e os seres de outras espécies está na capacidade que aqueles tem de utilizar artefatos como ferramentas mediadoras de suas atividades. Esses artefatos podem ser desenvolvidos, aprimorados e modificados através do tempo e da necessidade existente em determinado momento, e a sua conservação é essencial para a evolução sócio-cultural de uma sociedade.
Os artefatos podem ser divididos em primários, secundários e terciários.
São considerados primários aqueles criados pelo ser humano para serem usados diretamente na produção de meios de existência e ao desenvolvimento de habilidades. A transmissão destas acontece pela sua representação por meios simbólicos, o que chamamos de artefatos secundários. A terceira classe de artefatos relaciona-se às formas de percepção do sujeito ao realizar uma atividade.
A inserção dos artefatos ao projeto acontece de uma forma tão simples e instantânea que se torna imperceptível. Quando definimos um projeto, como será feito, que conceitos representará e como será apresentado ao publico, fazemos uso de artefatos terciários, pois são as nossas formas de percepção quanto ao projeto que estão sendo visadas. Para representar o projeto graficamente, de uma maneira entendível, é necessário o uso de, no mínimo, um lápis (artefato primário) e para repassar esta informação a outras pessoas utilizamos de desenhos mais elaborados, de renderings (artefatos secundários), que representam nossas idéias de maneira simbólica.
Acredito que esteja intrínseco no processo de projeto o uso de artefatos de todas as ordens (primário, secundário, terciário) a ordem de uso desses artefatos é que muda de acordo com o modelo ou tipo de produção projetual de cada um.
Dificilmente não iremos utilizar todos os artefatos durante um projeto, pois durante o processo vamos ter que exemplificar em que estamos pensando. No briefing, por exemplo, fazer um esboço ou desenho inicial, ou seja, usar artefatos secundários para transmitir idéias.
Dependendo da percepção de cada um, uma coisa ou outra pode ser interpretada, essa percepção particular a cada ser humano é caracterizada como artefato terciário.
Quanto aos artefatos primários, serão utilizados na parte de produção do projeto, com uso de ferramentas na maioria das vezes.
A principio pode-se afirmar que os artefatos são o que possibilita a existencia dos projetos,que necessitam de um objeto, como o que ja foi citado, o lapis, para passarem ao artefato secundario, no caso os desenhos, a maneira de botar as ideias no papel, o briefing por exemplo, e dai em diante, o projeto passa a existir, ou seja, passou a ser artefato terciario.Os artefatos passam a ser o meio de existencia dos projetos, ferramentas atraves das quais os projetos se realizam.
Automaticamente.Os artefatos compõem o desenvolvimento do produto.Impossível desenvolver um projeto sem artefatos!A ordem dos artefatos primários , secundários e terceários, pode ser alterada, mas a utilização dos três é essencial.Exemplo:Fazer um simples desenho técnico no Auto CAD.O computador é o artefato primário, as regras de desenho(transmitem a idéia do desenho) formam o artefato secundário e por fim a impressão(faz outros indíviduos visualizarem a idéia) é um artefato terceário.E assim, ao desenvolver do projeto eles voltam a ser classificados.
Para executar qualquer projeto acabamos fazendo contato artefatos em pelo menos uma fase dessa execução. No momento que temos uma idéia e queremos torná-la mais sólida temos que documentá-la, e para isso usamos artefatos e o resultado também é um artefato. Até mesmo o resultado final do projeto "O Produto" já tem a natureza de artefato.
Os artefatos são parte do projeto, ou seja, é necessário ter o artefato primario, secundario e terciario para resultar em Produto, que também é um artefato. O projeto de um produto, não é portanto somente idéias. É necessário artefatos com o lápis, a borracha, o papel, o desenho, croqui, por exemplo. Os artefatos servem para colocar a idéia em algo sólido, palpavel, mesmo estando bidimensional. O produto finalmente será um artefato, vindo de outros artefatos utilizados no projeto.
Como já foi citado anteriormente, os artefatos estão envolvidos no processo de desenvolvimento de um novo produto (que poderá ser também um novo artefato).
É interessante pensar a respeito deste aprisionamento condicional. Parece que o uso dos artefatos é determinado pelo novo artefato que surgirá. Consequentemente este novo artefato poderá (em outro processo criativo) obsoletar ou re-classificar os artefatos que o geraram.
Serve como o exemplo o processo de criação de uma nova caneta que poderá reorganizar os padrões dos produtos semelhantes.